Transição é a palavra. Quando estamos vivendo momentos de transição é
muito engraçado, não sentimos nada e ao mesmo tempo sentimos tudo, tudo se
mistura, é uma verdadeira sinestesia de sentimentos. É um tal de barulho
silencioso. E daí a única coisa que resta é esperar e ir caminhando. Só não me
pergunte com exatidão para onde estou caminhando, é que não sei responder. É
como se eu estivesse com os olhos vendados, não sei o que vou encontrar
adiante, mas a esperança está aqui. Esperança que me faz caminhar, ainda que
com incertezas, de maneira segura. Isso parece ser contraditório, porém é assim
que sinto. O caminho é cheio de incertezas, a qualquer momento posso pisar num
caco de vidro ou então encontrar uma flor, mas independente de tudo isso, tenho
segurança ao pisar no chão, por causa da esperança. Ela não morre dentro de
mim, e é isso que me faz continuar caminhando, mesmo que você esteja morto, ela
te faz respirar. Por isso se você me perguntar como estou, vou te responder: Eu
estou caminhando. Sempre no gerúndio, pois essa caminhada não acaba. Ela é
constante. E assim vou sendo
tecida pelo Tapeceiro, O grande artista, como canta o poeta João Alexandre.
“Tapeceiro não se engana, sabe o fim desde o começo, se você olha do
avesso, nem imagina o desfecho, no fim das contas tudo se explica tudo se encaixa
tudo coopera pro meu bem...”.
Beijos! :)
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